Portadores de deficiência auditiva são contratados para ministrar aulas de dança

 

A Prefeitura de São Bernardo do Campo por meio da Secretaria de Educação e Cultura desenvolve um trabalho de integração cultural com jovens portadores de deficiência. A Escola de Arte Integrada Paulo Bugni (EMAEI) atende cerca de 1,2 mil alunos por semana em oficinas culturais, sendo que 10% são de alunos portadores de algum tipo de deficiência. Entre os profissionais da escola, dois professores são portadores de deficiência e foram formados pela própria escola.
O sincronismo, a perfeição e o alto nível técnico dos bailarinos foram reconhecidos pela nova Administração e a Prefeitura, que precisava de profissionais qualificados para dar aula na escola, contratou os alunos portadores de deficiência auditiva que passaram a ser professores.
As aulas são ministradas por dois profissionais, um portador de deficiência e outro sem qualquer deficiência, quase sempre um casal. Desta forma, um pode auxiliar o outro e ajudar a tirar as dúvidas dos alunos.
O professor e bailarino Isley de Oliveira, 28 anos, e sua companheira de trabalho Kátia Nunes da Silva, 21, desenvolveram uma técnica para que os portadores de deficiência aprendam os passos com mais facilidade. “Toda vez em que há alguma mudança de movimento, nós batemos uma palma, isso torna um referencial”, afirmou.
A escola oferece 44 opções de cursos, entre elas a dança do ventre, que hoje tem a maior turma, com 180 alunos. Cerca de 50% das vagas são reservadas para portadores de deficiência, quando o número de vagas não é preenchido, elas são abertas para os demais interessados.
A escola foi criada por conta da procura criada a partir de um trabalho chamado Integrarte, programa da Associação Santo Inácio para a Integração do Trabalhador Especial. O Integrarte é um grupo de dança formado com portadores de deficiência auditiva e pessoas ouvintes e que tem como objetivo mostrar que a integração pode ser feita também pela arte de dançar.O grupo foi o primeiro do Brasil a ousar em colocar em cena bailarinos profissionais e bailarinos surdos, em um trabalho de integração social por meio da dança. A formação atual conta com 17 componentes, de 17 a 26 anos, sendo cinco surdos e 12 ouvintes.
Texto:Departamento de Comunicação – Divisão de Jornalismo SBC


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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