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Uma força tarefa
formada por representantes de diferentes secretarias da Prefeitura
de São Bernardo do Campo, Polícia Militar, Guarda
Civil Municipal (GCM), Conselho Tutelar e Fundação
Nacional do Índio (Funai) realizaram, nesta quarta-feira
(01/4), visita à aldeia guarani do Krukutu, localizada em
área de divisa com a cidade de São Paulo, para discutir
a realização de projetos sociais e culturais no local
.O primeiro contato com a população da aldeia foi
realizado a partir de uma solicitação da Polícia
Militar à Administração Municipal, para o levantamento
das necessidades e problemas apontados pelos indígenas, que
se encontram em situação de vulnerabilidade. O grupo
foi recebido pelo Cacique Karai de Oliveira, Pagé Laurindo
Veríssimo, e o presidente da Associação Guarani,
Olívio Jekupé. |
Jekupé disse que a visita deixava
todos felizes, pois demonstra o interesse em conhecer a história
da aldeia, que atualmente passa por dificuldades, principalmente
na questão do transporte e alimentação. "Vivemos
do artesanato e muitos trabalham fora, mas o acesso aqui é
muito difícil e faltam melhorias no transporte. Queremos
muito contar com o apoio de vocês e de quem quiser ajudar",
afirmou.
Segundo o subprefeito do Riacho Grande, Fausto Landi, muito trabalho
pode ser feito junto à aldeia do Krukutu, como a criação
de um espaço no Riacho para a venda do artesanato feito pelos
Guaranis. "Podemos destinar um local para que eles exponham
seus trabalhos. Além de expor a cultura deles, que é
riquíssima, a ação auxiliaria na geração
de renda para a aldeia", sugeriu.
Para o presidente da Fundação Criança, Ariel
de Castro Alves, a visita foi importante para estabelecer contato
com a aldeia, que tem parte de seu terreno na região de São
Bernardo do Campo. Segundo Ariel, equipes de técnicos serão
encaminhadas à região para conhecer melhor as necessidade
dos índios, e assim, desenvolver ações junto
aos guaranis. "Temos ideia de estabelecer parcerias e intercâmbios
culturais junto à aldeia", disse.
Na oportunidade, o cacique apresentou parte da reserva aos visitantes,
como a Opy, casa de orações onde são realizadas
as cerimônias da aldeia, além do Ceci, Centro de Educação
Cultural Indígena, onde é transmitida a cultura a
todos os guaranis. |