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Após três
dias de sua inauguração, a Guarda Civil Ambiental
de São Bernardo do Campo já fez dois flagrantes de
crime ambiental na cidade. O primeiro, um despejo de terra e entulho
em local irregular, aconteceu neste domingo (29/3), no Jd Laura.
A GCM atendeu a denuncia feita por moradores e apreendeu o caminhão.
Nesta segunda-feira (30/3), a Guarda Ambiental
encontrou um barraco de alvenaria, em propriedade da EMAE (Empresa
Metropolitana de Águas e Energia), com 10 tarrafas de pesca,
oito pássaros silvestres e cerca de 700 metros de rede além
de outros materiais usados para a pesca, na Estrada do Capivari,
depois da balsa.
As viaturas da guarda ambiental estavam fazendo um patrulhamento
na região quando desconfiaram de um caminho entre a mata.
Ao chegarem mais próximo, foram encontradas gaiolas na sacada
de um cômodo com aves silvestres e redes penduradas. “Vimos
uma trilha que não conhecíamos e de longe já
deu pra ver redes, alçapões e alguns passarinhos do
lado de fora”, afirmou o guarda civil Alan Alves, que fazia
o patrulhamento na hora do flagrante. Foi preciso quatro viaturas
para trazer todo o material apreendido.
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No local moravam quatro homens, sendo
que o mais novo tinha 19 anos. Segundo a GCM, o primeiro morador
encontrou o barracão há seis anos e decidiu ficar
por lá, e os demais amigos chegaram há pouco tempo.
Além de materiais para pesca e armadilhas para aves silvestres,
foi localizado um poço artesiano, um galinheiro e alguns
cães. A Secretaria de Gestão Ambiental foi solicitada
para fiscalizar o local juntamente com a Policia Civil e dar continuidade
ao processo de regulamentação da área, retirando
o lixo e a cerca para que a área volte a ser apenas de preservação
ambiental.
De acordo com a GCM, o local é considerado como primeiro
escalão de preservação ambiental, no entanto,
já sofreu, pelo menos, cinco crimes ambientas, entre eles
o de bosqueamento (uma parte da área destruída para
a construção de novas instalações) e
desmatamento, visível pela da quantidade de árvores
derrubadas. “Os danos muitas vezes são irreparáveis.
Algumas espécies de vegetação podem demorar
cerca de 10 anos para sua reconstrução”, afirmou
a comandante ambiental Rosangela Correia.
Os oito pássaros apreendidos, entre eles um sabiá
e um bonito, devem ser encaminhados ao IBAMA para um processo de
readaptação. A GCM de São Bernardo irá
auxiliar com o transporte dos animais para sua recuperação.
“As aves retiradas do seu habitat natural perdem a sensibilidade,
podendo adoecer e nunca mais voltar para a mata”, disse Correia.
A importância da preservação ambiental na cidade
é bem nítida, pois é representada por cerca
de 70% de território em áreas de mananciais. “A
população tem que se dedicar, temos que garantir a
proteção da nossa fauna e flora, não só
para a gente, mas também para as próximas gerações”,
comentou a comandante Correia. |