Pioneiro entre os serviços
de patrimônios públicos do Grande ABC, o Laboratório
de Restauro, Conservação e Encadernação
da Prefeitura de São Bernardo do Campo já recuperou
cerca de 900 volumes e 10 mil documentos entre fotos e documentos
bibliográficos do Serviço de Memória e Acervo
da cidade.
O custo de R$ 200 por página, cobrado por empresas especializadas,
incentivou a administração do Serviço de Memória
e Acervo a criar o laboratório de restauro e desde o ano
2000 o trabalho vem sendo executado na Prefeitura de São
Bernardo.
O trabalho é realizado por um restaurador de livros. O primeiro
passo para a restauração é fotografar o material
e criar um relatório com o tipo de deterioração,
número de páginas e a procedência. Em seguida,
é realizada a higienização de cada página
do material e um pó de borracha é utilizado nas páginas
onde a sujeira está mais impregnada.
Após a limpeza, começam a ser feitos os reparos. O
preenchimento de pequenos buracos encontrados nas páginas
é feito com fibra de celulose tingida no tom do papel original.
Para controle da qualidade e evitar danos ao material são
realizados diversos testes, pois cada documento tem seu tipo de
tinta, escrita e carimbo, por exemplo, que devem ser preservados.
Ao finalizar, os livros são encaminhados para montagem e
encadernação. É feita uma nova fotografia do
documento com as descrições de cada procedimento realizado
e em seguida o material é devolvido ao local de origem.
Entre os documentos que já foram restaurados no laboratório
está um livro de 1902 da parteira Terezinha Capitânio
Fantinati, que traz o relato de uma série de nascimentos
feitos por ela na cidade. Outros materiais recuperados são
o relatório dos trabalhos realizados na Estrada do Vergueiro,
de 1920, fotos de Tokuyama, cidade-irmã de São Bernardo,
e o acervo da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, com fotos,
roteiros e cartazes. |