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O Ministério da
Saúde fechou acordo com três diferentes fornecedores
de vacina contra o vírus da gripe pandêmica A(H1N1),
o que garantirá ao país a aquisição
total de 83 milhões de doses para sua estratégia de
vacinação contra a gripe pandêmica, a ser realizada
entre março e abril de 2010. Os laboratórios enviarão
as doses ao ministério de maneira escalonada, entre janeiro
e março. O investimento total do Ministério da Saúde,
responsável também pela distribuição
das vacinas aos estados, é de R$ 1,006 bilhão.
Pelo mais recente contrato, firmado na última semana, o Fundo
Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana
de Saúde (OPAS) fornecerá 10 milhões de doses
para o Brasil, o que representará um investimento de US$
70 milhões de dólares (US$ 7 por dose) – o equivalente
a R$ 122,5 milhões.
O Ministério da Saúde já havia comprado, em
novembro de 2009, o primeiro lote de vacinas, com 40 milhões
de doses, fornecidas pelo laboratório Glaxo Smith Kline (GSK).
A compra foi fechada a partir do menor preço apresentado
pelos concorrentes em um processo de compra emergencial. O custo
unitário da dose nessa compra foi de US$ 6,43 – representando
investimento global de US$ 257,2 milhões (R$ 444,7 milhões).
Além disso, o Ministério da Saúde encomendou
33 milhões de doses do Instituto Butantan, cuja primeira
remessa, de cerca de 600 mil doses, deve ser entregue à pasta
nos próximos dias. Essas doses foram negociadas pelo Ministério
da Saúde, ao lado do Instituto Butantã, com o laboratório
francês Sanofis-Pasteur – que já tem acordo de
transferência de tecnologia com o Butantan para a vacina da
gripe sazonal. O imunizante para gripe pandêmica que será
fornecido pelo Butantan terá preço unitário
de US$ 7,6 – representando investimento de US$ 250,8 milhões
(R$ 438,9 milhões). Esse valor unitário, o mais alto,
inclui o custo de transferência de tecnologia para produzi
r a vacina contra o vírus pandêmico.
Até o início de fevereiro, o Ministério da
Saúde deverá anunciar, em detalhes, a estratégia
nacional de vacinação contra a gripe pandêmica
para o país. “O que é importante que todos saibam
é que não há, neste momento, distribuição
de vacina à população em nenhum estado brasileiro.
As doses serão distribuídas nacionalmente quando houver
estoque suficiente para viabilizar a estratégia de vacinação
simultanamente em todo o país”, diz o secretário
de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson
Penna.
Os grupos prioritários que receberão a vacina contra
o vírus da gripe A (H1N1) serão estabelecidos com
base em critérios epidemiológicos, observados durante
a primeira onda da nova gripe, no inverno do ano passado; durante
a segunda onda em curso no Hemisfério Norte; e em acordo
com sociedades médicas, Conass (Conselho Nacional de Secretários
Estaduais de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretários
Municipais de Saúde), seguindo recomendações
da Organização Mundial da Saúde. Entre os grupos
prioritários estão grávidas, trabalhadores
de saúde envolvidos no atendimento aos pacientes, crianças
entre 6 meses e 2 anos, indígenas e pessoas com doenças
c rônicas preexistentes (cardíacas, pulmonares, renais,
metabólicas etc.).
Todo o investimento na aquisição da vacina contra
a gripe pandêmica (R$ 1,006 bilhão) é de responsabilidade
do Ministério da Saúde. Esse valor equivale a todo
orçamento do Programa Nacional de Imunizações,
que oferece vacinas contra doenças como poliomielite, febre
amarela, hepatite, tétano, difteria, entre outras. Os recursos
vêm do crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões,
aprovado em outubro do ano passado por medida provisória,
para ações de enfrentamento da gripe pandêmica.
O ministério também adquiriu 83 milhões de
seringas e agulhas, ao custo de R$ 40 milhões. Os insumos
serão distribuídos às Secretarias Estaduais
de todo o país, durante a vacinação. Além
disso, no final de 2009, foram repassados R$ 11 milhões para
os Estados iniciarem a preparação da vacinação.
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