O Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria Estadual dos Transportes e a Petcon Planejamento, assinaram hoje (22), um contrato para estudo de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental do hidroanel metropolitano. O trabalho avaliará as condições de intermodalidade no escoamento das cargas; as melhorias nos deslocamentos dos usuários dos sistemas viários; a compatibilidade dos investimentos para a implantação na área e os principais impactos ambientais. O estudo será desenvolvido pela Petcon em parceria com o Departamento de Engenharia Naval da USP e deverá ser entregue em sete meses, ao custo de R$ 1,2 milhão.
Utilizar os rios Tietê e Pinheiros como meio de transporte de cargas significa aliviar do trânsito da região metropolitana boa parte das 400 mil viagens de caminhão por dia ou 1 bilhão de toneladas de cargas/ano. “ Se reduzirmos em 30 % o volume de cargas que passa pela cidade já será um ganho significativo para a cidade, seja do ponto de vista econômico ou ambiental, e dentro de um projeto totalmente viável, pois São Paulo já é quase uma ilha. Com a construção de um canal, com cerca de 25 km, será possível operar um hidroanel de 186 km”, frisa Frederico Bussinger, diretor do DH.
Atualmente o rio Tietê já possui 41 km navegáveis, com início na barragem de Edgard de Souza (Santana de Parnaíba), passando pela eclusa sob o Cebolão e finalizando na barragem da Penha (São Paulo), cujo projeto executivo para construção de uma eclusa no local deverá ser entregue em Junho/2010. A obra irá acrescentar mais 14 km ao trecho navegável, totalizando 55 quilômetros. Com a construção da eclusa, que facilitará o transporte de sedimentos da calha do rio Tietê, será gerado, ainda, um reservatório com capacidade de reter até 3,5 milhões de metros cúbicos de água, equivalente a cerca de 40 piscinões do Pacaembu.
Os estudos do hidroanel metropolitano contemplam também a incorporação da represa Billings, que adicionaria cerca 30 quilômetros de vias navegáveis, além da construção de um canal artificial interligando a represa ao reservatório Taiaçupeba.
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