PM planeja criação do Comando de Policiamento de Trânsito

 
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Um projeto elaborado pelo comando da Polícia Militar pretende recriar o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran). Já aprovada pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, a proposta se encontra no Palácio dos Bandeirantes para o endosso do governador do Estado, Alberto Goldman, e pretende dar mais fluidez e reforçar a segurança nas vias da Capital.
Criado em 1970, o comando de Trânsito foi extinto em 2001. Na época, os mais de dois mil policiais que atuavam no setor foram designados para fiscalizar e combater a criminalidade em diversos pontos. Agora, o setor de inteligência da PM identificou a necessidade de um reforço no policiamento nas vias da cidade, surgindo, assim, a ideia da recriação do CPTran.
Efetivo e estrutura do novo CPTran
A nova estrutura do comando contará com uma sede e dois batalhões, sendo um deles o 34º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), especializado em policiamento de trânsito. Com a recriação do CPTran, o 34º BPM/M receberá nova nomenclatura.
O novo CPTran terá um efetivo de 1.600 policiais dos setores de trânsito existentes nos 31 batalhões da Capital, aliados ao 34º BPM/M, e estarão equipados com 800 veículos - sendo 600 motocicletas. "Não é um centro burocrático, que cuidará de digitação de autuação. Ele será um centro de coordenação e fiscalização, para estabelecer a doutrina de trânsito na Capital", pontuou o comandante da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, que completou: "Não haverá aumento de efetivo".
Camilo enfatizou quer os PM não estão sendo retirados de outros programas de policiamento. "Estou pegando o policial que já trabalha com trânsito, assim, ele sai do comando territorial e passa para o comando de trânsito".
O foco do trabalho policial será segurança e fluidez, além de oportunamente serem feitos trabalhos de fiscalização do trânsito. "O policial continua atendendo outras ocorrências, mas estará focado na segurança no trânsito", lembrou o comandante, que exemplificou a futura atuação dos policiais: "Roubos em semáforos, fiscalização de motos e complemento ao trabalho da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET)".
O complemento ao trabalho da CET vem da possibilidade de a PM poder abordar veículos. "É trabalho da polícia abordar veículos, ver se o condutor está embriagado, ver se o carro está em ordem e se o condutor está com a documentação correta", disse Camilo.

Definições futuras
A Polícia Militar aguarda a aprovação do governador para nomear os cargos de confiança e definir onde ficarão os batalhões. "Em um primeiro momento, o comando poderá ficar no Quartel General, mas a ideia é de não manter duas unidades juntas, pois assim teremos mais pontos de acesso à polícia", comentou Camilo.

Texto: Dep. Comunicação do Governo do Estado de São Paulo


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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