A História do Riacho Grande |
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A área ocupada atualmente pelo Distrito do Riacho Grande foi, desde o século XVI, atravessada por caminhos que ligavam o planalto ao litoral paulista, sediando as pousadas e ranchos, hoje desaparecidos, que serviam aos viajantes. A antiga Vila do Riacho Grande, da qual se originou a sede do atual distrito, se formou nas proximidades da Estrada Velha de Santos a partir da linha colonial do Rio Grande, área que, assim como boa parte de todo o distrito, desde 1927, está parcialmente ocupada pelas águas da Represa Billings. |
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No final do século XIX, além da linha do Rio Grande, o governo imperial
instalou na região do atual distrito as linhas coloniais de Bernardino
de Campos, Campos Sales, Rio Pequeno, Voluntários da Pátria, Capivari
e Curucutu, sendo que as três últimas deram origem aos bairros de
mesmo nome. Dessa maneira, os imigrantes europeus que se instalaram
nestes núcleos, deram início à efetiva ocupação da região, dedicando-se
inicialmente à extração da madeira e à venda de carvão. Logo depois
a região se transformaria no berço da indústria moveleira são-bernardense,
sediando as primeiras fábricas de móveis e serrarias.
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Localiza-se também na região o Bairro dos Finco, estabelecido a
partir do local onde se instalou, em 1889, a família do italiano
Fortunato Finco. Ali, construiria uma serraria, posteriormente transformada
em fábrica de cadeiras. |
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Criado oficialmente
em 1948, o Distrito do Riacho Grande abriga atualmente, além do
bairros Rio Grande (sede) e Finco, os dez bairros rurais de São
Bernardo do Campo: Alto da Serra, Capivari, Curucutu, Imigrantes,
Rio Pequeno, Santa Cruz, Tatetos, Taquacetuba, Varginha e Zanzalá.
24
de Dezembro , é a data da comemoração da criação
do Distrito de Riacho Grande, foi estabelecida através da
Lei nº 5448 de 09 de novembro de 2005 pelo prefeito Willian
Dib, a citada lei determina que as comemorações ocorram,
preferencialmente nos primeiros dias de Dezembro. |
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Devido ao intenso desenvolvimento experimentado pela região metropolitana
paulista no início do século XX, era necessário um aumento na oferta
de energia elétrica. Os engenheiros de São Paulo Railway, Light
& Power Co., empresa que tinha concessão para exploração de
energia elétrica na região, decidiram então utilizar o desnível
de mais de 700 metros da Serra do Mar para a construção de uma usina
hidrelétrica em sua base. |
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A maioria
dos rios existentes na região não corriam em direção ao mar, como
seria desejável para seu aproveitamento hidrelétrico. Assim, fez-se
necessária sua inversão e represamento, obra que ficou a cargo do
engenheiro Asa White Billings, especialista no assunto. Uma vez
represadas, as águas dos rios Grandes e das Pedras seriam então
conduzidas por túneis ligados à Casa das Válvulas, de onde partiam
os tubos adutores que atingiam Cubatão, já ao nível do mar.
Esta
primeira etapa do projeto, que originou o reservatório do Rio das
Pedras, começou a operar em 1926, com uma potência de 44 mil KW.
Logo em seguida foi iniciada a construção dos diques e barragens
do reservatório que hoje leva o nome de Billings. Este seria majoritariamente
alimentado por outros rios da bacia do Tietê, como o Pinheiros,
e inundaria, até a década de 40, uma área de 121 Km2. |
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Retendo até 1,2 bilhões de metros cúbicos de água, a represa Billings
alimenta através de um canal de 1,8 Km de comprimento, o reservatório
do Rio das Pedras, na orla da serra, onde estão as tomadas de água
na Usina Henry Borden. Atualmente, a capacidade total de produção
do complexo é de 890 mil KW e a represa possui mais de 1 trilhão
de litros d'água.
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| fonte:
Serviço de Memória e Acervo - Secretaria de Educação
e Cultura da Prefeitura de São Bernardo do Campo |
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