A
Prefeitura de São Bernardo do Campo realizou o plantio de
seis mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica
na várzea da foz do Ribeirão Alvarenga, afluente da
Represa Billings, no bairro do Alvarenga. Foram plantadas mais de
90 espécies diferentes, com o objetivo de recuperar a área
degradada, contribuir para melhoria da qualidade da água
e ajudar na recuperação do solo para a produção
de água.
O
local que recebeu as mudas é uma várzea com área
de aproximadamente 40 hectares, que foi degradada em conseqüência
do assoreamento provocado pelo intensivo processo de ocupações
irregulares e desmatamentos, além dos impactos causados pela
construção da Rodovia dos Imigrantes, na década
de 70.
Esse
plantio propiciará o surgimento de uma mata ciliar, que irá
proteger a foz do Ribeirão e se tornará uma fonte
disseminadora de sementes.
De
acordo com a coordenadora do projeto, a engenheira agrônoma
Márcia Celestino Macedo, o sucesso do plantio depende também
da colaboração da comunidade. “Esse projeto está
vinculado à participação da comunidade, que
desde o início das atividades vem colaborando na limpeza
para a recuperação da área. É importante
que todos atuem na fiscalização para evitar vandalismos”,
explica.
Para
viabilizar o plantio, a Prefeitura precisou cercar a área
a fim de impedir que animais, ainda criados irregularmente na região,
destruam as mudas plantadas.
O
trabalho de recuperação na área do Bairro Alvarenga
teve início em 2003, juntamente com a Empresa Metropolitana
de Águas e Energias, responsável pelo reservatório
Billings e pelas áreas lindeiras a ele. Durante esses anos
foram feitas desobstruções de passagens, limpeza,
entre outros serviços.
A
região do Alvarenga possui 14 comunidades que participam
ativamente do Programa Bairros Ecológicos e das atividades
de recuperação desenvolvidas. São elas: Parque
Bandeirantes, Jardim das Orquídeas, Vila União, Jardim
Laura, Novo Horizonte, Serro Azul, Ana Falleti, Parque dos Químicos,
Garças, Vida Nova, Parque Florestal, João de Barro,
Senhor do Bonfim e Jardim Campestre.
Para
viabilizar a execução desse projeto, foram investidos
R$75 mil, repassados pelo Conselho Federal de Direitos Difusos do
Ministério da Justiça, no âmbito do Programa
de Recuperação de Áreas Degradadas, em desenvolvimento
pela Secretaria de Habitação e Meio Ambiente de São
Bernardo.
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