Em
apenas cinco meses de 2007 (janeiro a maio), a Operação
Bota-Fora, programa da Secretaria de Serviços Urbanos de
São Bernardo, já recolheu mais de 1700 toneladas de
entulhos na cidade. O trabalho começou em janeiro e esta
semana, até a próxima sexta-feira, 29 de junho, a
Prefeitura está atuando nos bairros Alves Dias e Jardim Independência.
De 2 a 6 de julho, o programa que começou em 1983 atenderá
os moradores do Riacho Grande.
A prefeitura orienta os moradores
para que coloquem o material que querem se desfazer em frente as
suas residências, até as 8h da manhã. A Operação
Bota-Fora recolhe móveis velhos (sofás, geladeiras,
fogões quardas roupas,e camas), além de madeiras em
geral como portas e janelas e sobras de limpeza de jardins residenciais.
Para realizar a programação
a Secretaria de Serviços Urbanos dividiu a cidade em 18 regiões:
Alves Dias, Anchieta, Assunção, Baeta Neves, Batistini,
Demarchi, Alvarenga, Bairro dos Casas, Centro, Ferrazópolis,
Independência, Jordadópolis, Nova Petrópolis,
Paulicéia, Planalto, Riacho Grande,
Rudge Ramos e Taboão.Cada
um dos bairros pertencentes às regiões serão
atendidos quatro vezes ao ano, de dois em dois meses. A população
é avisada antecipadamente, por meio de calendário
distribuído nos próprios bairros sobre os dias de
recolhimento .A Seção de Limpeza Pública, ligada
à Secretaria de Serviços Urbanos, disponibilizará
o mês de novembro para recolhimento agendado, caso por algum
motivo o morador não tenha sido atendido.
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Na
região do Bairro Independência os moradores só
tem elogios ao Bota-Fora. Morador da rua Edilu (Jardim Santo Inácio)
desde 1984, o segurança Antonio Rodrigues de Freitas, diz
que há algum tempo utiliza os serviços. Dia 26 de
junho, ele estava na casa de sua filha na rua Peru no mesmo bairro,
quando viu o caminhão do Bota-fora se aproximar e pediu “um
tempo” para colocar algumas madeiras e telhas em frente à
casa. “Nós havíamos desmontado um galinheiro e não
sabíamos onde colocar os entulhos. Ia até ligar para
a Prefeitura para pegar a data do recolhimento, mas nem precisou.
Acho elogiável este tipo de programa. Quem não tem
alguma coisa velha para desocupar lugar? Já utilizei este
serviço várias vezes e sempre fui prontamente atendido”.A
dona de casa Luciene Maria de Jesus, também residente no
local, disse que conhece o programa embora nunca tenha usado “Procuro
utilizar muito minhas coisas e às vezes até consertar
quando é preciso. Mas os moradores do meu bairro estão
sempre precisando e elogiando o Bota-Fora que também ajuda
a manter a cidade limpa”.
Ao desenvolver o programa, a Prefeitura se
preocupou com o meio ambiente. O primeiro passo foi evitar que esses
entulhos fossem despejados em lugares inadequados, como terrenos
baldios e beira de ruas, em uma espécie de bota-fora clandestino. |