Com
treinos diários e em período integral na sede náutica
da Associação dos Funcionários Públicos
de São Bernardo, no Parque Estoril, subdistrito de Riacho
Grande, os 24 atletas pré-selecionados para representar o
Brasil na modalidade de canoagem no Campeonato Pan-Americano do
Rio de Janeiro (de 3 a 30 de julho) vivem momentos de expectativa.
Afinal, uma seletiva que será realizada dia 19 de abril,
em Curitiba, no Paraná, vai definir os 12 atletas (5 de canoa
e 7 de caiaque) que defenderão a Seleção Brasileira
no importante evento.
São Bernardo pode ser a base da equipe brasileira e quatro
atletas vêm treinando com muita vontade e otimismo: Rogério
Souza e Fábio Novaes (canoa) e Sebastian Cuattrin e Vladimir
Moreno (caiaque). Um dos mais experientes é Rogério
Souza, detentor de vários títulos e que recentemente
foi bicampeão do Campeonato Brasileiro de Maratona realizado
na cidade de Redenção da Serra, no Vale do Paraíba.
Rogério defende a equipe de São Bernardo há
dois anos e está na Seleção há seis.
Já ganhou títulos importantes como Brasileiro, Paulista
e no ano passado ficou em nono lugar no Mundial da Hungria. Mas
sonha com o Pan-Americano no Rio de Janeiro. "É uma
competição internacional que será disputada
em nosso país. Por isso, será muito gostoso defender
o Brasil e quem sabe colocar uma medalha no peito". Outro destaque
de São Bernardo é Sebastian Cuattrin que já
disputou quatro Jogos Olímpicos em Barcelona, Atlanta, Sidney
e Atenas.
A Seleção Brasileira é dirigida há dois
anos pelo húngaro Akos Angyal, contratado pelo Comitê
Olímpico Brasileiro para realizar um trabalho de aperfeiçoamento
na canoagem brasileira. Desde o início do ano, Akos vem realizando
um trabalho de base que consiste em muita musculação
e, a partir de agora, passou a ministrar treinos na água
com cerca de 16 quilômetros diários.
O técnico entende que o Brasil tem condições
de conseguir medalhas no Pan-Americano, mas não se arrisca
muito a fazer previsões. "Estamos treinando para brigar
pelas primeiras colocações. Não sei se vamos
conseguir medalhas de ouro, prata ou bronze. Na verdade a diferença
técnica de um resultado para outro é pequena. Mas
a esperança é grande". |