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Rotary SBC-Riacho Grande promove palestras para prevenção da Dengue no verão

No dia 7 de novembro, o Dr Wagner Kuroiwa diretor do departamento de vigilância a saúde da prefeitura de são bernardo do campo, foi o palestrante na reunião do Rotary SBC Riacho Grande, realizada no restaurante Ramos 29.

Wagner Kuroiwa - diretor do departamento de vigilância
Após a palestra o Secretario convocou os presentes na reunião para formar o comitê de combate a Dengue. A “força tarefa” se reunirá no dia 21 de novembro as 9:30 no teatro Cacilda Becker.
Amilcar Maltez - Socio do Restaurante 29 Ramos, Dr.Wagner Kuroiwa eJames Paterson Halliwell - Presidente do Rotary SBC-Riacho Grande
 
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Com a proximidade do verão e do início da temporada de chuvas, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Saúde, criará uma força-tarefa para prevenção e combate ao mosquito da dengue. O comitê, que será constituído por representantes da sociedade civil, ONGs (Organizações Não-Governamentais), empresas, hospitais, universidades, escolas, clubes, Corpo de Bombeiros, além das Polícias Militar e Rodoviária, terá o primeiro encontro dia 21 de novembro - o horário e o local ainda não foram definidos. Este ano, até o dia 5 de novembro, foram registrados em São Bernardo 74 casos, dos quais quatro autóctones (contraídos na própria cidade) e 70 importados (quando o paciente adquire a doença em outro Estado, mas é diagnosticada em seu município de residência).
A melhor maneira de combate à dengue é a prevenção constante. Dessa forma, duas palestras sobre a doença que se transformou em ameaça à saúde pública serão ministradas nos próximos dias 7 e 26 de novembro, respectivamente, no Rotary São Bernardo - Riacho Grande (às 19H30) e no Rotary São Bernardo - Norte (às 20h). "É uma ação coletiva. Aliás, é uma questão de cidadania. A negligência de uma pessoa pode se transformar em um dano para o todo", afirma o médico Wagner Kuroiwa, diretor do Departamento de Vigilância à Saúde e coordenador da ações de combate à dengue em São Bernardo. Os integrantes do comitê, nesse caso, serão agentes multiplicadores das informações preventivas contra a proliferação do mosquito transmissor da doença para a população.
A intenção é reforçar o alerta em toda a cidade e em várias frentes, entre elas, cartazes pregados nos ônibus, panfletos distribuídos nos pedágios rumo à Baixada Santista - onde se concentra o maior número de casos da doença - e participação ativa dos alunos da rede municipal de ensino como agentes multiplicadores do causador e transmissor da doença. Como não existe tratamento específico para o paciente com a dengue clássica, a prevenção é o melhor remédio. "A primeira reunião do comitê já terá caráter de execução. O objetivo do comitê é que exista um compromitimento maior com a causa. Vamos combater apenas com informação", afirma Kuroiwa, ao ressaltar que são ações de interesse público e coletivo.
Foto Bruno Paino

Casca de ovo - No verão, as chuvas e o calor tendem a aumentar a proliferação do mosquito da dengue, o Aedes Aegypti, que se adaptou às áreas urbanas das cidades. Sorrateiro, pica durante o dia, gosta de variar o cardápio e voa cerca de 100 metros. Gosta de água limpa e parada, onde costuma se reproduzir. Por isso, nessa época do ano muita atenção e os cuidados devem ser redobrados. Por exemplo, uma simples casca de ovo ou mesmo uma tampinha de refrigerante podem ser um risco. "Com o acúmulo da chuva, uma fêmea pode depositar de duas a três larvas nesses locais", ressalta Kuroiwa. Na maior parte dos casos, o foco do mosquito está nas residências.
Outras dicas são não deixar acumular a água em pratos de vasos, substituindo por areia grossa umedecida; manter as caixas de água, latões e filtros bem fechados; esvaziar as garrafas e colocá-las de cabeça para baixo e os pneus fora de uso devem ser mantidos em locais secos e cobertos, protegidos da chuva. A transmissão da doença ocorre a partir da picada da fêmea do mosquito. De 8 a 12 dias, após ter sugado o sangue da pessoa contaminada, o Aedes está apto a transmitir a dengue. Em 45 dias de vida, um único mosquito é capaz de contaminar até 300 pessoas. Entre os sintomas, uma vez contraída a doença, estão dor de cabeça e nos olhos; febre alta; dor nos músculos e nas juntas; manchas avermelhadas por todo o corpo; falta de apetite; fraqueza e em alguns casos, sangramento de nariz e gengiva, de acordo com os médicos especialistas.

Epidemia - Dos 315 casos notificados neste ano em São Bernardo, até 5 de novembro, 191 foram descartados como sendo dengue. Dos quatro casos autóctones, ou seja, que foram contraídos no município, dois são do bairro Taboão, um do Rudge Ramos e um da Paulicéia. Outros oito casos ainda não foram concluídos. Para Kuroiwa, a incidência na cidade é baixa para uma população de cerca de 800 mil habitantes. "Não acredito que teremos epidemia de dengue em São Bernardo, embora estejamos cercados de regiões que apresentam problemas maiores, como são os casos de Diadema e da Baixada Santista", diz o médico.
Por ora, o trabalho é puramente preventivo. Diariamente, uma equipe fixa de controle de vetores - composta de 70 pessoas - vistoria residências, terrenos baldios, ferros-velhos e outros locais, coletam as larvas e eliminam os focos da doença, de acordo o veterinário Paulo Francisco Toledo dos Santos, chefe da Seção de Controle de Roedores e Vetores, da Secretaria de Saúde de São Bernardo. Cada agente, por dia, vistoria média de 25 casas, divididas por bairros, número esse que totaliza cerca de mil residências visitadas. Dados de setembro último, apontam como maior incidência de criadouros os vasos com plantas acoplados com os pratinhos de água.

Uma vez por semana, agentes comunitários de saúde - cerca de 450 pessoas - também fazem o trabalho de vistoria nas casas e de conscientização da comunidade. Outra ação fica por conta dos 200 pontos-armadilhas (pneus com água distribuídos por todo o município), que são visitados a cada 15 dias para coleta de possíveis larvas e que, posteriormente, serão analisadas. São Bernardo foi a primeira cidade do Grande ABC a ter um disque-dengue, instituído em 1999: 0800 195565.

foto:Bruno Paino

Confira os números de casos autóctones em São Bernardo:

Ano Casos

2002 8

2003 1

2004 0

2005 1

2006 5

2007 4 (de janeiro até 5 de novembro)

 

 
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Riacho Grande - São Bernardo do Campo/SP - 2007