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Palmeiras, bromélias e árvores
como araçás já enfeitam 9 áreas verdes
do município.
Canteiros e praças, próximos às
principais avenidas da cidade, ganharam cara nova com as plantas
que foram retiradas dos locais de obras do trecho sul. As primeiras
árvores foram plantadas em dezembro de 2007.
O complexo viário de Cassaquera (via que
interliga as avenidas dos Estados e Giovanni Battista Pirelli) recebeu
110 palmeiras vindas do lote 3.
No canteiro da avenida Prestes Maia, próximo ao cadeião
de Santo André, foram transplantados pés de araçá,
retirados do lote 2.
Também foram plantadas árvores adultas no canteiro
central da Avenida D.Jorge Marcos de Oliveira, Praça Escorpião,
praça Rua Ilhabela, entorno do viaduto Tamarutaca, rotatória
da avenida Giovanni Battista Pirelli, Praça Rua Rodolfo Santiago
e Complexo Esportivo Dell’ Antonio.
Para Manuel Oliveira, do DEPAVE, (Departamento de Parques e Áreas
Verdes) de Santo André, a maior preocupação
foi manter a diversidades das plantas e as condições
necessárias para que elas suportassem a mudança de
solo.“Nós tivemos a oportunidade de enriquecer a vegetação
do município e diminuir a paisagem pesada do trânsito
na cidade.Por isso, os lugares escolhidos foram tão próximos
das principais avenidas”.
A conservação das áreas é feita pelo
DEPAVE, que faz acompanhamento semanal das áreas replantadas,
analisando como está sendo feita a irrigação,
se existem pragas, como cupins e se as árvores estão
se adaptando bem.
O resgate e doação de plantas encontradas ao longo
do trecho sul, integram o Programa de Proteção à
Flora, criado pela Dersa e desenvolvido em parceria com o Instituto
de Botânica.
As espécies começaram a ser retiradas em setembro
de 2007. Em maio de 2008 cerca de sete mil e plantas como samambaias,
bromélias, orquídeas e palmeiras, entre outras, já
tinham sido resgatadas.
Segundo Luiz Mauro Barbosa, diretor geral do Instituto de Botânica
do Estado de São Paulo e coordenador das Atividades de Flora
do Rodoanel –Trecho Sul, pelo mesmo instituto, diante da quantidade
de material encontrado foi preciso montar viveiros nos 5 lotes de
obras.
Dos viveiros de resgate, o Instituto relaciona as espécies
de interesse científico e de conservação e
as envia para suas coleções e estudos. Outra parte
(menor) é enviada para outras coleções científicas
brasileiras ou para prefeituras das áreas impactadas, que
também recebem as árvores adultas que são replantadas.
Santo André foi o primeiro município a aceitar estas
plantas adultas, mas outras prefeituras também se beneficiaram
do projeto, como São Paulo, Santo André,
São Bernardo do Campo, Diadema, Cotia e Peruíbe,
além do Jardim Botânico de Bauru.
A coleção do Jardim Botânico de São Paulo
ganhou três mil plantas e já foram identificados quase
600 espécies algumas delas com risco de extinção.
“Estas e outras boas “surpresas” demonstram bem
a importância e o cuidado que se deve ter quando se faz um
Estudo de Impactos Ambientais (EIA). Várias espécies
que não se imaginava encontrar na região, reforçaram
a afirmativa de que a mesma é muito mais rica em biodiversidade
do que se imaginava anteriormente”, conclui Luiz Mauro.
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