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Embora
só esteja tomando forma agora, o Rodoanel é fruto
de uma idéia surgida nos anos 1950, quando a frota automobilística
nacional começou a se formar efetivamente e a tomar as vias
da cidade de São Paulo. O conceito de anel viário
resultou na construção das avenidas marginais dos
rios Pinheiros e Tietê, do Minianel viário e do Anel
Metropolitano. Devido à saturação das primeiras
e da descontinuidade das obras para os anéis, as funções
originais acabaram perdidas.
Apenas em 1992 surgiu o projeto embrionário do Rodoanel,
em moldes semelhantes ao atual, com a construção do
Trecho Oeste iniciada em 1998 e finalizada em 2002. O principal
objetivo desse grande anel viário é livrar a cidade
do tráfego de passagem, deixando as vias livres para o transporte
coletivo e individual.
Com execução iniciada em fins de maio, frentes de
obra ainda estão em fase de troca de solo e terraplenagem,
como nesse trecho da interligação em Mauá.
Equipamentos pesados, como tratores e motoscrapers realizam o carregamento
e espalhamento de terra e nivelamento do terreno
Distante entre 20 e 40 km a partir do marco zero da capital, acompanha
a mancha urbana e, finalizado, terá 170 km de extensão
interligando as seguintes rodovias: Régis Bittencourt, Raposo
Tavares, Castello Branco, Anhangüera, Bandeirantes, Fernão
Dias, Dutra, Ayrton Senna, Anchieta e Imigrantes. O Trecho Oeste
permite acesso às cinco primeiras, além do Trevo Padroeira
e da avenida Raimundo Pereira de Magalhães. Passa por São
Paulo, Embu, Cotia, Barueri, Carapicuíba, Osasco e Santana
do Parnaíba.
Baseado em conceitos modernos, o projeto do Rodoanel Mário
Covas visa à segurança, com implantação
compulsória de dispositivos e procedimentos operacionais
que minimizem conseqüências de acidentes, especialmente
com cargas perigosas. Conta com monitoramento em tempo real por
câmeras de TV e comunicação com os usuários
por meio de painéis de mensagens. Rodovias Classe 0 - de
elevado padrão técnico e controle total de acesso
- como o Rodoanel apresentam em média índice de acidentes
70% menor em relação à Classe I.
O Trecho Sul, que se conecta ao Oeste
na altura da Régis Bittencourt, terá 57 km de extensão,
passando por Imigrantes e Anchieta e chegando à avenida Papa
João XXIII, em Mauá. Esta, graças a outros
4,4 km de vias e à extensão da Jacu-Pêssego,
fará as vezes de Trecho Leste, promovendo conexão
também com as rodovias Ayrton Senna e Dutra. Além
de Mauá, os municípios de Ribeirão Pires, Santo
André, São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra,
Embu e São Paulo, em seu extremo sul, serão cortados
pelo trecho. No total, serão 61.460,42 m de vias.
Com custo previsto de R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 2,58 bi referentes
à obra física e o restante a ser destinado a desapropriações,
reassentamentos e compensações ambientais, o Trecho
Sul foi projetado a partir de uma velocidade diretriz de 100 km/h.
A rampa máxima é de 4% e o raio mínimo é
de 375 m para as pistas, que, duplas, contarão três
e quatro faixas de rolamento por sentido, a depender do trecho.
As faixas terão 3,6 m de largura, faixa de segurança
de 1 m, acostamento de 3 m e canteiro central gramado com 11 m de
largura. Está prevista a construção de 131
obras-de-arte, entre pontes, viadutos, passagens superiores e inferiores.
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