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Via Anchieta
completa 60 anos
 

 

Principal ligação entre a capital paulista e o porto de Santos, as pistas da Via Anchieta são, hoje, fundamentais para o desenvolvimento da economia brasileira. a rodovia é a única a receber toda a produção que chega a São Paulo e segue para o porto, para ser exportada. Em 2006, quase 60 anos após a construção da rodovia, 5,5 milhões de caminhões, responsáveis pelo transporte de 76 milhões toneladas de cargas no ano, passaram por essa estrada. O número, o maior dos últimos oito anos, período em que a Ecovias administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, é resultado do aquecimento das exportações brasileiras e dos constantes recordes de movimentação de carga no porto de Santos.
A importância da Via Anchieta, no entanto, não é de hoje. A primeira pista, a ascendente, foi inaugurada no dia 22 de abril de 1947, e teve um projeto pra lá de ousado para a época: pistas duplas, pavimentação em concreto e cimento, 58 viadutos, 18 pontes e cinco túneis. A rodovia foi um marco na história da engenharia brasileira. A primeira do país com trecho em túneis, tecnologia só utilizada nas modernas estradas européias e norte-americanas, ainda tinha a seu favor a bela paisagem da Serra do Mar, que até hoje encanta os turistas.


Em meio a mais de 1.300 espécies de animais e 20 mil espécies de plantas, toda a tecnologia desenvolvida para as pistas da Via Anchieta tinha como propósito transpor uma muralha de 730 metros de altura no menor período de tempo possível. A viagem entre o litoral e a capital paulista, hoje feita em pouco menos de uma hora, por mais de 300 anos representou um grande desafio para os colonizadores portugueses que levavam, no mínimo, quatro dias para chegar ao planalto.
Assim que entrou em operação, a Via Anchieta se tornou um dos mais importantes corredores de exportação e de turismo do Brasil. Em 1948, um ano após a inauguração da primeira pista, 830 mil veículos passaram pela estrada. Quatro anos depois, esse número já era de 1,9 milhão de automóveis. A segunda pista da Anchieta, de descida da serra, e o trecho de Baixada, entre Cubatão e Santos, foram inaugurados somente em 1953. A nova estrada acompanhou o processo de modernização da economia brasileira. Às margens da Via Anchieta se instalaram as maiores montadoras do mundo, que vieram para o Brasil na década de 70.

Investimento

No ano passado, o pavimento do trecho de serra da Via Anchieta foi completamente restaurado com camada de asfalto borracha, material bastante usado nas estradas européias e norte-americanas. No Brasil, o pavimento, que é considerado um dos mais modernos do gênero, passou a ser utilizado há pouquíssimo tempo. No Sistema Anchieta-Imigrantes, o trecho de serra da Via Anchieta foi o primeiro a ser inaugurado já com o novo asfalto. A adição de borracha de pneus inutilizados à massa asfáltica o torna cerca de 40% mais resistente que o convencional, além de se mostrar bem mais confortável ao usuário, já que provoca menos ruído e tem maior aderência, diminuindo as possibilidades de derrapagens e reduzindo o spray causado pelos pneus dos veículos em dias de chuva.
A obra marcou uma nova fase da rodovia, que foi construída na década de 40 em concreto e reconstruída nos anos 70. Essa foi a maior intervenção na Via Anchieta desde 1970. Para restaurar o trecho, a concessionária retirou todas as placas de concreto danificadas e recuperou a estrutura da rodovia, para depois recapear o trecho com asfalto borracha. Ao todo, a Ecovias investiu R$ 7,3 milhões para recuperar o trecho de serra, que é de vital importância para o Sistema Anchieta-Imigrantes.

fonte: Ecovias

 
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Riacho Grande - São Bernardo do Campo/SP - 2007