Bambu dado como extinto há 60 anos é encontrado
no trecho sul do Rodoanel Mario Covas

 

Os técnicos e biólogos do Programa de Preservação da Flora, parceria entre a Dersa e o Instituto Jardim Botânico, encontraram também exemplares da gramínea Streptochaeta spicata, ameaçada de extinção e atualmente encontrada em poucos lugares. Esse achado é o primeiro registro em São Paulo.
O bambu (Merostachys neesii) foi identificado no Lote 1, região de Mauá, e no Lote 4, no Parque Bororé. Até então, o último registro sobre esta espécie datava de 60 anos atrás. Os bambus têm desaparecido no Estado de São Paulo em razão do desmatamento causado pela própria população da região que os utilizam para artesanato e construções.

Já a gramínea Streptochaeta spicata, que é uma espécie primitiva, que dá origem aos bambus, foi localizada no Lote 3, região de São Bernardo do Campo.
Segundo os biólogos esta planta pequena, que não dá flores mas apenas muitas folhas, é nativa do local e considerada rara por que também está ameaçada de extinção.
O trabalho de resgate foi coordenado pela bióloga e assistente de pesquisa do Instituto de Botânica, Regina Shirasuna. Os exemplares encontrados foram levados para o Jardim Botânico, onde serão preservados.

“O primordial para a preservação dessas espécies encontradas é conservar a área do jeito que ela está e mantendo assim, a reprodução será satisfatória. Se não houvesse o trabalho conjunto com a Dersa e o Instituto, essa região passaria despercebida e futuramente iria desaparecer”, diz Regina
Semanalmente a equipe de florística percorre todos os 5 lotes, onde estão sendo desenvolvidas as obras do trecho sul do Rodoanel, pesquisando nas matas, nas áreas verdes que ficam aos arredores e os futuros parques ecológicos. Parte do material é coletada e levada para os viveiros criados nos lotes das obras e depois para o Instituto de Botânica. Posteriormente, as mudas serão devolvidas para a mata, inclusive as bromélias e orquídeas raras já encontradas.
Já são mais de seis mil tipos de flores e 184 famílias botânicas resgatadas pelo projeto de preservação da flora criado pela Dersa, desde o início das obras do trecho sul do Rodoanel, em maio de 2007.
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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