A constatação de que
a área da saúde tem sido uma das prioridades da Prefeitura
de São Bernardo do Campo está refletida nos índices
de mortalidade infantil do Estado de São Paulo da Fundação
Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), que mostram
que São Bernardo, em 2007, reduziu de 13,1 para 11,97% o
índice de mortalidade infantil para cada mil nascidos vivos.
Os dados do Seade revelam ainda que além de São Bernardo,
Ribeirão Pires, Mauá e Rio Grande da Serra também
reduziram o índice de mortalidade infantil. As cidades de
Diadema, Santo André e São Caetano tiveram aumento
na taxa de 12,3 para 15,0, 13,3 para 14,2 e 7,6 para 7,9 respectivamente.
Um dos pilares desses resultados é o investimento feito pela
administração na assistência pré-natal
e ao parto e em serviço voltado as doenças respiratórias.
A ação levou a redução da taxa de mortalidade
neonatal precoce (bebês com até sete dias) de 5,82
para cada 5,32 para cada mil nascidos vivos e da taxa de pós-natal
(bebês com 30 dias até 1 ano) de 5,04 para 4,17.
De acordo com a coordenação do Comitê de Mortalidade
Infantil, o Programa Pré-natal de Alto Risco é uma
das iniciativas que contribuiu para a queda do índice. As
pacientes são encaminhadas pelos médicos ginecologistas
das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) onde estão
matriculadas. Hipertensão, diabetes, alteração
do líquido amniótico, placenta baixa e toxoplasmose
são alguns casos que recebem atenção no programa,
que possui equipe multiprofissional com médicos ginecologistas
que só cuidam das pacientes de alto risco, assistente social
e psicóloga. A instituição de um exame de urina
complementar para as gestantes de 25 a 28 semanas com a finalidade
de detectar infecções urinárias e o atendimento
odontológico para tratamento de doença periodontal
(doença infecto-inflamatória que acomete a gengiva),
causas de parto prematuro, também contribuíram para
a queda do índice de mortalidade infantil.
Com a criação do HMU (Hospital Municipal Universitário)
e da Casa da Gestante, que se tornaram referência regional
para atendimento à gestante de risco, completa-se o ciclo
de atendimento às futuras mães. A Casa da Gestante
é destinada às que necessitam de cuidados especiais,
mas não de internação hospitalar. Além
de equipada com toda a tecnologia adequada, a Casa oferece atividades
de nutrição, de geração de renda, estética
e de lazer. |
Além de contar com estrutura tecnológica
de ponta, o HMU aposta em projetos de Humanização
da Saúde como forma de melhorar o atendimento na rede pública.
Incentivo ao aleitamento materno, criação do Banco
de Leite Humano, Método Canguru, toque mínimo na UTI
neonatal, abertura do hospital para os pais do bebê prematuro,
equipe de voluntárias, vigilância nutricional e projeto
Ver Crescer são alguns outros exemplos do trabalho desenvolvido
junto às gestantes e aos bebês.
Quanto à queda do índice de mortalidade infantil das
crianças de 30 dias até um ano (pós-natal),
as principais causas da redução são o envolvimento
de todos os profissionais da rede municipal de saúde, a implementação
do programa de doenças respiratórias, do ambulatório
de desnutrição e obesidade, da assistência e
incentivo ao aleitamento nas UBSs. A Prefeitura de São Bernardo
entregou, neste ano, o Centro de Referência de Doenças
Respiratórias (único na região do Grande ABC),
com profissionais e exames especializados. O atendimento especializado
levará a continuação da queda do índice,
pois as doenças respiratórias são as maiores
causas da mortalidade infantil pós-natal. |