| O Fundo Social de Solidariedade,
presidido pela primeira-dama Marilda Dib, realizou na quinta-feira,
8 de maio, uma palestra capacitando as voluntárias para serem
multiplicadoras de informações sobre diabetes. A palestra
foi proferida por profissionais da Adisbec, Associação
de Diabetes de São Bernardo do Campo. Foram abordados temas
como diferenças entre diabetes tipo I, II e gestacional;
o que desencadeia; sinais e sintomas; prevenção e
garantias legais.
A abertura foi feita pela presidente da Adisbec, Claudete Munhoz.
"A Organização Mundial da Saúde trata
o diabetes como assassino silencioso. Hoje quase todas as famílias
tem alguém com a doença", disse Claudete. Segundo
a presidente, esse é o principal motivo de o grupo estar
tentando capacitar as Lilases para levarem conhecimentos aos 23
bairros onde possuem bases de atuação.
Após enfrentar e superar desafios com dois filhos diabéticos,
a psicóloga Graça Maria de Carvalho Câmara,
especializou e tornou-se educadora em saúde e atualmente
divulga e passa informações sobre o diabetes, e é
consultora da Adisbec. "É preciso conscientizar as pessoas
e ajudá-las a prevenir as seqüelas da doença".
Graça explicou que no último censo realizado em 1989,
7,8% da população entre 30 e 69 anos apresentavam
intolerância a glicose (pré-diabetes). "Atualmente
calculamos que o país tenha 12 milhões de pessoas
com diabetes. Destas, 50% têm a doença mas ainda não
sabem". |
O diabetes tipo I acomete crianças
e jovens até 25, 30 anos. A cada 10 pessoas com a doença,
apenas uma possui o tipo I que, pode ser causada por estresse físico
ou emocional. Já a tipo II é menos agressiva, mas
em geral as pessoas passam anos convivendo com a doença.
Cerca de 20% das gestantes desenvolvem o diabetes gestacional, que
desaparece com o nascimento do bebê.
Para se detectar a doença é feita a medição
da taxa glicose no sangue. "É preciso ficar atento quanto
aos sinais de risco: hereditariedade, obesidade abdominal, adultos
acima de 40 anos, pessoas hipertensas ou em uso contínuo
de corticóides e sedentarismo", explicou Graça.
Entre os principais sintomas estão: sede e urina excessiva,
rápida perda de peso, fome exagerada, cansaço inexplicável,
má cicatrização, visão embaçada,
fraqueza nas pernas, coceiras no corpo, entre outros.
Segundo a educadora, para se prevenir a doença é preciso
ter hábitos e alimentação saudáveis,
e praticar atividades físicas. "É importante
lembrar que o diabetes é uma doença crônica
e precisa ser tratada. Se não controlada pode causar cegueira
(diabetes é a primeira causa de cegueira no mundo), infarte
do miocárdio (sem dor), amputação dos membros
inferiores (primeira causa após acidentes de trânsito),
insuficiência renal, impotência sexual masculina e outras
complicações".
As voluntárias puderam esclarecer suas dúvidas
e receberam materiais explicativos para que multipliquem as informações
em suas comunidades. |