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O deputado estadual e candidato a prefeito, Orlando
Morando (PSDB), acredita que a Lei Seca é polêmica
e injusta quando aplicada em apenas uma cidade. Apesar de não
ser sua vontade pessoal, caso os comerciantes e a população
entenda ser importante a sua aplicação no município
de São Bernardo, o deputado levará a discussão
para o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Hoje, apenas
Mauá e Diadema implantaram a Lei Seca, que determina o horário
de funcionamento dos bares até, no máximo, 23h.
Apesar da Lei Seca não ser uma das suas propostas de governo,
Orlando Morando acreditar na importância da lei e ressalta
que a vontade pessoal não pode sobrepor à vontade
pública. “Temos fortes corredores de vida noturna no
Grande ABC. Em São Bernardo, existe a Avenida Kennedy, em
Santo André, a Rua das Figueiras, e em São Caetano,
a Avenida Goiás. A discussão tem que ser em âmbito
regional, porque se fizer uma lei só em São Bernardo,
vou fortalecer o comércio das outras cidades e prejudicar
a minha”, destacou.
Outra preocupação levantada pelo deputado em relação
à aplicação da Lei Seca em apenas um município
é a migração do crime para as cidades vizinhas,
entre elas São Bernardo. “É injusto fechar os
bares em uma cidade. Além de valorizar a vida noturna da
outra cidade, você leva a violência para outro município”,
disse.
De acordo com Orlando Morando, a lei seca é
tão polêmica, como a recém-sancionada pelo governo
federal, que estabeleceu limites mais rígidos aos motoristas
que consomem álcool. “É polêmica, mas
a sociedade está percebendo a sua importância. O número
de acidentes de trânsito com vítimas, devido à
bebida, está caindo. No Pronto-Socorro Central já
se registra uma queda de 30%. Se os comerciantes e a população
forem a favor da aplicação da lei, levaremos a discussão
para os sete prefeitos”, finaliza o deputado.
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