São Bernardo conta com o Programa de Atenção e
Reabilitação de Deficientes Auditivos

 

foto: Nilson Sandre
A Prefeitura de São Bernardo planeja estender o programa para os adultos e idosos

Há cinco meses, a Prefeitura de São Bernardo implementou o Programa de Atenção e Reabilitação de Deficientes Auditivos (PARDA) para crianças de zero a 12 anos. O objetivo é atender as crianças com perda auditiva precocemente, reintegrando-as na vida social e possibilitando melhor desenvolvimento relacionado à fala, linguagem, escolaridade, auto-estima e contexto psicossocial.
O programa já possui 31 crianças em tratamento e recebe pacientes com diagnóstico médico ou com suspeita de perda auditiva. As crianças com diagnóstico são encaminhadas pelo Hospital Municipal Universitário, onde os recém-nascidos passam por triagem auditiva, pelo Serviço de Otorrinolaringologia do Ambulatório do Hospital de Ensino e pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedesc), que faz a doação do aparelho auditivo. As crianças diagnosticadas imediatamente são encaminhadas para terapia com a fonoaudióloga especializada.
As crianças também podem ser encaminhadas pelas escolas municipais ou pelas Unidades Básicas de Saúde. "São crianças que chegam com suspeita de uma possível deficiência auditiva, sem diagnóstico conclusivo. Estas crianças são encaminhadas para uma avaliação com médicos otorrinolaringologistas da rede pública e se confirmado o diagnóstico são integradas ao novo serviço", explica a coordenadora do Ambulatório de Especialidades Fonoaudiológica, Lucinéia Cortes Modes.
A Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedesc), parceira do novo programa, fornece os aparelhos auditivos para as crianças. Quando o pedido chega a secretaria, a assistente social faz uma análise completa, que inclui visita domiciliar para avaliação social da família.
A criança com aparelho auditivo passa a freqüentar o serviço de fonoaudiologia, onde é realizado trabalho terapêutico e adaptação do aparelho. "No programa as crianças aprendem a ouvir e compreender o que estão ouvindo", disse a coordenadora. "Com o aparelho auditivo, as crianças passam a ouvir sons que até então não conheciam. Durante a terapia, ajudamos as crianças a reconhecer esses sons, associando-os as idéias e imagens", conta a fonoaudióloga Waldilene Azevedo Coze. Outro trabalho destacado pela fonoaudióloga é o do uso e manutenção do aparelho. "Além de orientarmos as crianças sobre os cuidados necessários com o aparelho, acompanhamos a necessidade da troca do molde (aparelho), que deve seguir o crescimento da criança. Dependendo da idade da criança é necessário realizar a troca dos moldes a cada três meses", explica Waldilene.
O novo programa tem a finalidade de abrir novos horizontes, que se fecham para essas crianças que não sabem se comunicar por meio de sons, limitando-as apenas ao uso de gestos e dificultando a sua comunicação em um mundo de ouvintes. O Programa de Atenção e Reabilitação de Deficientes Auditivos funciona no prédio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Rua Pedro Jacobucci, 470, Vila Euclides.

 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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