São Bernardo volta a crescer

Artigo de ORLANDO MORANDO
 
Foto: Oscar Jupiracy
De acordo com levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, São Bernardo ficou na 11ª posição no ranking das 50 cidades que mais geraram empregos no País nos cinco primeiros meses de 2008 e, na terceira, se não fossem consideradas as capitais.
Em números absolutos, significa a criação de 8.365 empregos, 3,57% a mais em relação ao mesmo período de 2007, quando a cidade já apresentava índices de crescimento superiores aos dos municípios do mesmo porte e até mesmo em relação aos padrões nacionais. 8.365 é o saldo entre contratações e demissões, levando-se em conta apenas os empregos formais, isto é, com carteira assinada.
Para se ter uma idéia do impacto revelado por esse indicador é preciso fazer comparações: A posição de São Bernardo no ranking supera em números absolutos os resultados apurados em capitais com mais de 1,5 milhão de habitantes como Fortaleza e Recife; ou com mais de 1 milhão, como Belém e Manaus, que ficaram, respectivamente, na 29ª e 40ª posição. Também sai na frente de cidades de porte semelhante como Guarulhos (17ª), Osasco (41ª) ou Santo André (46ª).
O levantamento do Ministério do Trabalho não soa exatamente como uma novidade, mas como um dos vários indicadores daquilo que se vê a olho nu: São Bernardo definitivamente voltou a ser um pólo de atração de investimentos privados; retomou a sua histórica vocação para o crescimento econômico e passou a ostentar índices superiores aos da maioria das cidades brasileiras. Essa situação se reflete na criação de empregos formais e no aumento da renda.
Os exemplos mostram que essa retomada só foi possível por causa da afinidade que se criou nos últimos anos entre os investimentos públicos e os investimentos privados, nesta ordem.
No plano da ação pública, o Executivo local, encabeçado pelo prefeito William Dib, fez a lição da casa. Começou pelo saneamento das finanças públicas por meio de um forte ajuste fiscal, passou por um choque de qualidade nos serviços e, em seguida, colocou em prática uma política de incentivos seletivos destinada a atrair o capital privado para a cidade. O ajuste da máquina pública permitiu que o Município iniciasse a execução do mais ousado plano de revitalização viária que a cidade já teve, o Programa São Bernardo Moderna com o objetivo de preparar a cidade para os próximos 40 anos, melhorando a qualidade de vida dos munícipes. Além disso, é importante ressaltar que a intervenção de São Bernardo em favor das obras do Rodoanel Mário Covas foi decisiva para que a obra ganhasse a dimensão o ritmo que têm hoje. Juntas, Rodoanel, São Bernardo Moderna e a duplicação da Estrada Galvão Bueno (que liga a Anchieta à Imigrantes) tornarão São Bernardo na melhor esquina do Brasil.

É nesse ambiente que os investimentos privados encontram a acolhida necessária para fazer o município crescer, gerar renda e emprego e tornar a cidade ainda mais atraente para pessoas e empresas, invertendo o fluxo que paralisou São Bernardo por mais de uma década. Para se chegar a essa situação confortável, foi preciso reinventar a cidade. Por vários anos, São Bernardo amargou a decadência criada e alimentada por um sindicalismo ultrapassado, rancoroso e autofágico, que afugentou da cidade empresas, pessoas e capital.
A criação de mais de 8 mil empregos formais é uma das várias formas de se medir o ritmo e a intensidade do crescimento, mas o mais importante é que esse número nos mostra que a fase da decadência criada pelo sindicalismo acabou e que não há retorno possível.

Orlando Morando é deputado estadual pelo PSDB

 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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