O seminário Protocolo de Kyoto
e Crédito de Carbono realizado no dia 7 de agosto no Teatro
Cacilda Becker, em São Bernardo, despertou interesse e
contou com a participação de 350 pessoas entre estudantes,
empresários, líderes comunitários, representantes
de Ong's, sociedade civil e autoridades municipais. O evento,
organizado pela Secretaria de Planejamento e Tecnologia da Informação,
teve como objetivo esclarecer, por meio de palestras, as ações
preventivas que vem sendo realizadas em decorrência do aquecimento
global.
O seminário contou com a participação
de seis palestrantes que abordaram os seguintes temas: Protocolo
de Kyoto e crédito de carbono, apresentados por Fabiana
Monteiro, diretora técnica da BioFinance; Conexões
globais da gestão de meio ambiente, por Demóstenes
Barbosa da Silva, diretor de gestão de meio ambiente e
créditos de carbono do Grupo AES Eletropaulo; Mecanismos
financeiros para estruturar negócios no mercado de crédito
de carbono, por Hakime Uchida, gerente do Departamento Global
de meio ambiente do banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S/A.; Fatores
chave no financiamento e desenvolvimento de projetos MDL de aproveitamento
de biogás, por Iule Arruda, gerente de investimentos da
Carbon Capital Markets; Projetos de MDL com biogás - aspectos
técnicos, por Ralf Lattouf, gerente de engenharia do Arquipélago
Engenharia Ambiental; e Aspectos jurídicos do mecanismo
de desenvolvimento limpo e mercado do carbono, por Fernando de
Faria Tabet.
"Há 15 anos era realizada
aqui no Brasil a ECO 92. Cinco anos mais tarde foi assinado o
Protocolo de Kyoto visando à redução de gás
carbônico no planeta. Estamos vivendo dificuldades climáticas
e uma das alternativas são os créditos de carbono
que podem ser utilizados", disse o prefeito William Dib.
O chefe do Executivo também destacou
na abertura do seminário as ações realizadas
na cidade voltadas para a preservação e recuperação
do meio ambiente, já que 70% da cidade está em área
protegida ambientalmente. O Programa Bairro Ecológico,
saneamento básico e o projeto de recuperação
da Represa Billings desenvolvido em parceria com o governo japonês,
por meio da Agência Internacional de Cooperação
do Japão (JICA), foram apontados.
O secretário de Planejamento e
Tecnologia da Informação, Hiroyuki Minami, além
de intermediar a seminário fez uma apresentação
do projeto de recuperação da Billings no qual exerce
a função de coordenador.
O mercado de carbono e o Protocolo de
Kyoto - A preocupação com o meio ambiente levou
os países da Organização das Nações
Unidas a assinarem um acordo que estipulasse controle sobre as
intervenções humanas no clima. Este acordo nasceu
em dezembro de 1997 com a assinatura do Protocolo de Kyoto. Desta
forma, o documento determina que países desenvolvidos signatários
reduzam suas emissões de gases de efeito estufa em 5,2%,
em média, relativas ao ano de 1990, entre 2008 e 2012.
Para não comprometer as economias desses países,
o protocolo estabeleceu que parte desta redução
de gases pode ser feita através de negociação
com nações através dos mecanismos de flexibilização.
Um dos mecanismos de flexibilização é o Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo (MDL). O crédito de carbono do
MDL é denominado Redução Certificada de Emissão
(RCE). Uma RCE corresponde a uma tonelada de Dióxido de
carbono equivalente.